Que se volte a luz!

Desatinos, Descompassos e Devaneios

4 de outubro de 2008

Definitivo

Definitivo, como tudo o que é simples.

Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.

Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.



Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor?

O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido?

A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!!! A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento,perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável. O sofrimento é opcional...

Carlos Drumond de Andrad

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Carpe diem

Márcio Dadox


28 de setembro de 2008

Eu vi, eu Percebi

Não precisava mentir, eu vi, eu percebi...
Suas pernas estavam se cruzando
Você não estava caminhando
Estava, quem sabe, se equilibrando
Agitado
Eufórico
Estranho
Não precisava ninguém me contar, eu vi, eu percebi...
Seu corpo suando
Seu rosto diferente
Seus olhos não enxergavam...

Hoje eu estou triste, muito triste.
Não vou entrar em uma guerra que eu não posso vencer
Como vocês gritaram: para que bala?
Realmente, para que bala?
Ontem foi um aviso
E se me perguntarem sobre o assunto
Eu não irei mentir, eu vi, eu percebi...




Água, levemente salgada
Euforia garantida
E descontrolada,
E eu em mais uma noite perdida de diversão
Ou de tranqüilidade em minha cama.

Essa luta eu não quero
Quero ser feliz, saudavelmente feliz.
Eu e minha leve cerveja
Ótima música, alguém para amar e ser amado
Dançar e curtir.
Mas lembre-se: eu vi, eu percebi!

Que Deus os abençoe!

Carpe diem

DaDoX

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Música de Hoje - O que eu queria ouvir de você...
Por onde andei
Nando Reis - Interpretação Thaeme Mariôto



Desculpe estou um pouco atrasada
Mas espero que ainda dê tempo
De dizer que andei errada e eu entendo

As suas queixas tão justificáveis
E a falta que eu fiz nessa semana
Coisas que pareceriam óbvias até pr'uma criança

Por onde andei enquanto você me procurava?
Será que eu sei
que você é mesmo tudo aquilo que me faltava?

Amor eu sinto a sua falta
E a falta é a morte da esperança
Como um dia que roubaram seu carro
Deixou uma lembrança

Que a vida é mesmo coisa muito frágil
Uma bobagem uma irrelevância
Diante da eternidade do amor de quem se ama


Por onde andei enquanto você me procurava?
E o que eu te dei foi muito pouco ou quase nada?

É o que eu deixei algumas roupas penduradas
Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me
faltava?

Amor eu sinto a sua falta
E a falta é a morte da esperança
Como um dia que roubaram seu carro
Deixou uma lembrança

Que a vida é mesmo coisa muito frágil
Uma bobagem uma irrelevância
Diante da eternidade do amor de quem se ama

Por onde andei enquanto você me procurava?
E o que eu te dei foi muito pouco ou quase nada

É o que eu deixei algumas roupas penduradas
Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me
faltava?

23 de setembro de 2008

Eu sei...

Eu sou único
Sei pedir desculpas
Sei dizer eu te amo
Sei falar somente verdades
Sei acreditar nos outros
Sei fingir que estou acreditando para que os outros se sintam felizes e mais espertos do que eu
Sei perdoar erros imperdoáveis. E como sei!
Sei ser humilde
Sei chorar
Sei sorrir
Sei ouvir
Sei falar
Sei admirar
Sei elogiar
Sei agradecer
Sei pedir por favor
Sei entrar
Sei sair
Sei ser sério
Sei brincar
Sei ser direto
Sei ser prolixo
Mas ainda não sei esperar...
Ser esquecido...
Ser sozinho...
E ser sozinho, é algo que não quero ser.

Carpe Diem
Márcio Dadox

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Música de Hoje...

Insensatez - Fernanda Takai (Nara Leão)

Ah, insensatez que você fez
Coração mais sem cuidado
Fez chorar de dor o seu amor
Um amor tão delicado
Ah, por que você foi fraco assim
Assim, tão desalmado?
Ah, meu coração
Quem nunca amou
Não merece ser amado
Vai, meu coração, ouve a razão
Usa só sinceridade
Quem semeia vento, diz a razão
Colhe sempre tempestade
Vai, meu coração, pede perdão
Perdão apaixonado
Vai, porque quem não pede perdão
Não é nunca perdoado