Que se volte a luz!

Desatinos, Descompassos e Devaneios

8 de dezembro de 2008

40ª Postagem!


Minha segunda começa assim, vou dormir tarde, apesar de estar deitado há horas sobre a cama. Rolo de um lado para outro e de vez em quando escuto um “bip” este bip é cada hora que passa e eu acho que já ouvi 2, ou seriam 3? Bem, levanto e olho o relógio, são 3h da manhã e continuo sem dormir. Enfim consigo dormir depois de ler algumas páginas de um livro que depois posto aqui. Levanto às 6 da manhã, faço tudo como de costume, e fico pronto esperando minha carona. Aquele mau-humor que vem me buscar pela manhã. Poderia dispensá-lo e pegar carona com meu pai que ainda está em casa, mas tudo bem, prefiro pegar meia-carona, meia porque ainda pego um ônibus que vai entrar na faculdade. Engarrafamento, como sempre! Entro em um circular com poucas pessoas e todas descem logo, exceto eu que fico no ponto final por mais de 15 minutos, fico lendo enquanto ninguém sobe ou desce do ônibus. Depois de mais umas trocentas páginas e um calor infernal, chego ao local de trabalho. 8h e 40 minutos, leio, escrevo, procuro um artigo, falo com alguns, o tempo passa, ligo, acerto minha volta da viagem que farei na próxima semana, ligo, peço carona, explico onde estou, carona liga, diz que ta saindo, saio correndo, carona liga, diz que o sol está escaldante e eu continuo correndo, carona mal-humorada me leva pra casa. Ufa! Vou comprar meu carro!

Tomo banho, almoço, leio e durmo, telefone toca, procuro o celular e não o acho, telefone toca, minha passagem foi marcada, telefone toca, marco de malhar às 17h, levanto, vou pra internet, nada de futuro, passo alguns minutos, ligo, bip bip bip. Nada... ligo e ouço “o telefone chamado encontra-se temporariamente desligado”.
Ah! Vou malhar, me acabo na academia, aumento o peso em tudo, tenho que ficar bem e bom para o verão 2009. Passo mau (maldita vitamina), mas malho perna, abdome e ombro, bom, ombro deixa pra depois, já faz mais de 2h que estou na academia.
Noite cai, banho, banho, banho. Calor infernal que faz nesta cidade. Ouço música, separo um livro, um filme, acerto para uma um operário vir colocar película na janela da sala, o sol ta queimando e destruindo todos os móveis da sala. Ouço música. Assisto o jornal, meio aos bocejos, janto. Bom... Dia comum, amanhã acordo e trabalho em casa pela manhã, vou tentar malhar pela manhã, vou trabalhar no calor da tarde, tentar pegar a velha carona e se Deus quiser o engarrafamento será menor. Amém!

Carpe Diem

Márcio Dadox

3 de dezembro de 2008

Segundo dia... Preguiça


Segundo dia – PREGUIÇA

Acordo, viro e durmo... Acordo... Durmo... Tá bom! Esta vida de Garfield não vai me levar a nada. Levanto-me, tomo café, descanso. Leio um pouco, tomo banho e vou para a universidade, de carona é claro.

Tomo café, brinco com os bolsistas no laboratório, preguiiiiiiça... jogo conversa fora e volto para a casa. Vou à academia, malho por mais de duas horas. Ligo para a Oi, 32 dias sem celular, eles me atendem após 20 minutos de espera, e a lei Call Center? Deixa pra lá, estamos no Brasil e eu consegui que eles desbloqueassem meu celular em menos de 2h (após 32 dias). Amém!!!

Madrugada adentro, leio, estudo, fico na internet sem fazer nada, passo por sites e acho uns livros para meu projeto de 2009. Vou passar em algum concurso público! Escuto música natalina... É, hora de dormir!
Carpe Diem
MárciOOOOOOOOOOOOOoooooOOOOO

2 de dezembro de 2008

Primeiro dia do último mês do ano de 2008





Chega dezembro, estou com a garganta inflamada há três dias, ou seria quatro? Bom, não importa. Acordo às 6h, não porque eu quero, é que esqueci de desativar o alarme do celular, levanto meio zonzo de sono, desligo o celular e saio para o banho. Preparo um rápido café e fico esperando a carona para me levar ao curso de espanhol. Preciso terminar a porcaria de um único exercício de prática de compreensão auditiva para poder fazer a prova que irá acontecer pela parte da tarde, ou seja, vou perder tempo mesmo!


A carona chega às 07h e 40minutos. Saio, o silêncio pondera até o curso, onde pergunto se posso soltar no meio do caminho, para facilitar o percurso dele e lógico que o meu também, na verdade a pior coisa para mim é o silêncio de alguém mal humorado. Apesar de que às vezes em que ele abriu a boca foi para reclamar de alguma coisa. Enfim, é carona não é? Então... respire e relaxe!
No curso de espanhol, pego o CD e escolho um computador para fazer os exercícios, poderia ter sido mais rápido, se eles funcionassem, apesar de terem colocado dois novos computadores, nenhum deles funciona. Mas a secretária me ajuda e depois de longos 10 minutos eu começo a fazê-lo, em 15 minutos acabo e vou para minha casa.


No caminho entro em um supermercado, lembro que preciso comprar um inseticida antes que os mosquitos dominem o mundo, porque o meu quarto já foi dominado por eles e é necessária uma luta severa. Estou cansado de doar sangue. Compro o inseticida e no meio do caminho encontro um spray com o cheiro LEMBRANÇAS DA INFÂNCIA. Hã? Como assim? Começo a viajar em frente à prateleira, que cheiro será esse? Lembro da minha infância que eu brincava com massa de modelar e tinta guache, os cheiros seriam esses? Quando eu me mudei ainda pequeno para outra casa tinha uma boca de fumo na rua vizinha, o cheiro de erva queimada invadia casas adentro, mas acho que eles não fariam um cheiro assim, era demais para minha cabeça.

Também tinha os meninos da praça, estas crianças viviam cheirando cola, acho que o cheiro para a infância deles seria esse, mas não faria o meu tipo. O meu quarto também sempre foi perto da cozinha, e todos os dias quando eu acordava sentia o cheiro do café preparado pela minha mãe, bem que poderia ser esse. Na dúvida em saber qual era o bendito cheiro dentro daquela latinha com um ursinho, também o levo.


Chego em casa morrendo de sono e com a garganta ainda inflamada, durmo, mas não sem antes testar a lata do cheirinho. O cheiro é de talco de bebê, bom, se este é a lembrança do cheiro de infância, eu não lembro, era muito novo para isso.


Durmo até a hora do almoço e depois começo a ler os textos de espanhol para a bendita prova. Na sala a afilhada da minha irmã ouve o DVD pela milésima vez do Patati Patatá, aqueles palhaços afrescalhados da televisão. Consigo estudar entre um bocejo e outro e vou para a prova, na verdade não faço nenhum exercício, apenas leio e releio as lições.


Antes de pegar o ônibus para o curso, pego um livro, água para elefantes e saio lendo. Título esquisito, mas o livro começa muito bem, exceto por falar de idade.


No curso, faço a prova e vou para casa, mas antes tenho que ir a um banco para pegar dinheiro para pagar a academia. Uma fila imensa em um único caixa eletrônico. Não sei porque, mas toda vez sou o último da fila e quando eu saio não tem mais ninguém atrás de mim, não poderia ter feito outra coisa e quando eu chegar não ter mais fila? Fico lendo durante a fila e o povo resmungar pela demora de alguns usuários, realmente muitos deles pensa que o caixa eletrônico é vídeo game e tentam todas as opções antes de tirar um extrato.


Lancho no meio do caminho, apesar da dieta, a vontade de comer um cachorro quente com coca-cola me enche a boca d’água. A vontade é tão grande que termino comendo dois sanduíches. Como-os sem culpas, mas depois ela aparece. Então chego em casa e corro para a academia.
Antes de ir para a academia, traço a batalha com os mosquitos dominadores do meu quarto, fecho as janelas e a porta e feito um louco para matar todos os bichos. Saio do quarto verde de tanto veneno.


Vou para a academia animado, mas quando chego lá, milhares de pessoas se amontoam dividindo as máquinas, a academia estava lotada, isto porque é semana do carnatal (carnaval fora de época) e é hora de desfilar os corpos sarados por aí. Apesar de que 3 dias o máximo que este povo vai conseguir é sentir-se dolorido até lá.


Malho em 2h e meia, volto para casa, está acabando a noite. Assisto um imbecil na televisão com alguns universitários. Engraçado é que ele faz algumas afirmações no estilo sou o gostosão e burro, como exemplo posso citar: acredito que universitários sabem a história do seu país. Bem, se eles forem de história ou da área humanística quem sabe. Mas da área de exatas, aqueles que passam 5 anos fazendo de tudo para não serem reprovados, não vão lembrar onde ocorreu a guerra dos mascates. Minha vontade em uma hora dessas era perguntar se ele sabia qual era a integral de xdx. A integral mais básica para quem estuda um pouco de cálculo. Ele tem é que parar de falar bosta na TV.


Entro na net, leio um pouco, tento fazer algumas ligações, todas em vão! Adormeço sem lembranças de um boa noite. Normal, minha garganta dói.

Assim começa o meu último mês de 2008.


Carpe Diem


Márcio Madox (em homenagem a Mabele que me chama assim)

30 de novembro de 2008

"O caçador de pipas"


The Kite Runner
(O Caçador de Pipas)


Faltam-me palavras para dizer o quão é emocionante ler esta obra-prima. Por que demorei tanto para começar a ler e por que acabei tão rápido? O livro fala de amizade, ciúmes, egoísmo, covardia, lealdade, além de um pouco da história do Afeganistão, mostrando também a sua cultura. Confesso que antes de ler este livro, eu era absolutamente leigo neste assunto, não que eu ainda não seja, mas agora eu sei um pouco, muito pouco, mas pelo menos agora tenho uma linha de raciocínio que posso traçar sobre este povo.


Não há como não se emocionar e viver as personagens em sua totalidade. Frases como “por você, eu faria milhares vezes”, “Há uma nova chance de ser bom novamente” e “Amir e Hassan, Sultões de Cabul” ficam martelando em nosso cérebro depois que se pára de ler. Em apenas 3 dias eu terminei as mais de 350 páginas, lidas de forma voraz e me emocionei em muitas partes. Chorei feito criança. Nestes 3 dias parecia que o mundo estava estacionado (e estava) e eu, vivendo o caçador de pipas. Um dos melhores livros que já li em toda a minha vida.


Carpe diem

“for you, a thousand times over”



Márcio Dadox

22 de novembro de 2008

A menina que roubava livros

O título bem que poderia se chamar: A menina chata que roubava meu tempo!

Amém! Acabou minha tortura quase obrigatória de ler aquele livro que eu comecei há muito tempo. “A menina que roubava livros” (The Book Thief, no original) é um romance do escritor australiano Markus Zusak. O livro tem seus méritos, é super bem escrito, a tradução também foi fantástica, todavia, eu resumiria o livro em dez páginas, brincadeira, dez páginas não, mas quem sabe em quinze? Melhorou?
O livro é muito longo, parece que nada acontece, demoram-se horas para engatar e quando engata vem o sono e aí já viu né? Liesel que me desculpe, mas por que raios você também não morreu naquele trem?
Na página 300 do livro eu já queria a que a personagem principal tivesse sido morta. Que todos morressem, que caísse uma bomba e que a menina chata sumisse do livro e ele tomasse um novo enredo como em Lost!
O livro me fez ótima companhia para a insônia, após ler cinco páginas eu já começava a bocejar; na fila de banco ou em ponto de ônibus também era meu companheiro, bem que poderia ter escolhido um livro mais leve, pois 500 páginas não é tarefa fácil de carregar, principalmente quando se lê apenas 5 páginas por dia. Bem, às vezes no ônibus eu preferia escutar conversas aleatórias a ler.
Mas por que raios eu não desisti de ler este livro? Nem eu mesmo sei ao certo, talvez na expectativa do livro se tornar algo super-hiper-max-mega surpreendente no final. O que não aconteceu!
Agora dando a mão à palmatória, o livro tem uma história interessante, fala do poder da palavra (ponto). Em comunidades do Orkut vi várias pessoas aclamando o livro. Minha Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, o que este povo anda lendo de tão ruim?
Bom, fica aqui a dica, para que você em suas horas da insônia leia “A menina que roubava livros”. Um livro que me roubou muito tempo durante o ano de 2008.

Carpe diem.

Márcio Bezerra

11 de novembro de 2008

Uma breve história


Era uma vez um homem com espírito de criança, porém homem, este homem decidiu amar e ser feliz. Conheceu uma pessoa que para ele era a certa, alguém com quem casaria e teria filhos. Que sempre sonhou em seguir em frente uma vida a dois ou a três e quem sabe mais. Já tinha o nome para o casal de filhos, estranhos nomes para muitos, mas para ele, eram os nomes mais lindos do mundo. Também tinha nome para o cachorro da raça labrador e já imaginava como seria a casa; não teria muito luxo e nem ostentação, mas seria muito, mais muito confortável. Um lugar que ficasse perto do trabalho, que fosse de fácil locomoção, não se incomodaria se tivesse apenas um carro e não ficasse com ele, pois a prioridade seria para aquele que tivesse que pegar e deixar os filhos na escola ou ter que fazer a feira. Seria assim até então ter dois carros em casa.

O tempo foi passando e o sonho foi se desfazendo, não por ele ainda não sonhar e não querer sonhar, mas a pessoa que estava ao lado dele começou a deixar o sentimento morrer, talvez o trabalho, talvez a vontade de voar, ela começou a olhar de mais para si mesma e esquecer o que era sentir o sentimento de ser dois, de sonhar juntos. Sempre imediatista, começou a só pensar em viajar e gastar, comprar e ela, nela, para ela...
Com o tempo o homem foi ficando com um sorriso triste, ele não conseguia mais chorar, ficava com os olhos marejados, vermelhos em que às vezes era até notado, mas a outra pessoa não conseguia ver, perceber, compreender o que estava acontecendo.
Sempre envolvida em seu trabalho e sempre cultuando o seu corpo, o tempo era cada vez mais escasso, talvez as horas de academia fossem mais importantes, 3 a 4h por dia, para depois dizer que não tinha tempo para mais nada...
Onde está os “a dois”? Ah, o “a três”... O importante era o agora, mas não um agora sensato, apenas um agora, que podemos dizer efêmero e que não levaria a lugar nenhum.
O que aconteceu ao final desta história é que o homem do sorriso triste começou a duvidar-se de tudo isso, a se perguntar se o seu amor suportaria tudo isso, se realmente amava ser assim. Se amava ser considerado um empregado que só sabia trabalhar sob pressão. Logo ele, coitado (pena dele), ele que decidiu trabalhar apenas a fazer o que gosta, que é movido a elogios, que é tão perfeccionista, ele que quanto mais elogio recebe, melhor ele faz... Este homem já estava com pena de si mesmo, já estava se sentindo um lixo e quando falava com a pessoa amada, parecia que uma pá de terra caía sobre sua cabeça ou que uma faca atravessava-lhe o peito, dormia triste e acordava várias vezes à noite, não estava mais feliz e as marcas começaram a ficar cada vez mais forte em seu rosto e em um ato de desespero pensou: não, não devo amar mais, talvez seja comodismo, deve ser medo de ficar sozinho, deve ser posse, deve ser tudo ou qualquer coisa, mais amor? Acho que não é amor... amor não faz a gente sentir isso, amor não faz a gente ficar nem em dúvida, amor não dói de tristeza, pode até doer, mas dói de saudade, de desejo, de vontade...
Então, envolvido em seus pensamentos ele adormeceu e com um sorriso mais alegre suspirou: amanhã é um novo/outro dia, deve fazer sol, vou trabalhar e estas dúvidas não existirão mais, que Deus me proteja...

5 de novembro de 2008

Ah! Como é bom

Ah! Como é bom.

Como é bom ouvir sua voz doce e macia pela manhã
Saber que você irá me ligar várias horas ao dia só para saber como eu estou
Dizendo que não consegue parar de pensar em mim
Que viu algo na rua e lembrou de mim.
Que não vê a hora do almoço para que possamos nos encontrar.
Ah! Como é bom!
Saber que a tarde vai passar bem rápida
Que meu celular estará cheio de mensagens amorosas
Que logo logo virá a noite e serei tão desejado quanto te desejo.
Que poderemos ficar conversando besteira do dia-a-dia
Que iremos fazer planos para o fim de semana
Que iremos à praia caminhar
Que nossos pés ficarão enroscados para nos aquecer
Que vamos nos dar a mão enquanto dormimos
E continuaremos sonhando o mesmo sonho de antes.

Ah! Como é bom...

E como seria se isto não fosse apenas um sonho
Um sonho sonhado por apenas um
Apenas um sonho.

Carpe diem.

Márcio Dadox



Sem música, mas uma figura...


24 de outubro de 2008

O tempo Inimigo I

Pára tempo, por favor, pára

Não avança e não me joga ao abismo

Faça-me amar mais e ser amado

Não me traga fendas no rosto

Não me traga cabelos mais claros

Pára tempo, por favor, pára



Não leve ninguém mais

Não me traga ninguém também

Já tenho tudo que eu preciso

Pára tempo, por favor, pára

Não mostre mais a noite solitária

Não mostre o dia vazio

Não me deixe caminhar sozinho

Não me deixe ser um fardo

Pára tempo

Não me traga mais mágoas

Não me traga mais nada

Apenas pare

Pára tempo, por favor, pára.

21 de outubro de 2008

Twisted

Twisted

Quando pessoas competentes têm um sonho e resolvem criar alguma coisa, nada pode dar errado e o que toca, com certeza vai virar sucesso.
Neste último dia 18/10 foi criado a TWISTED aqui em Natal/RN, uma label diferente, com o melhor do tribal progressivo, para um público antenado e selecionado, trazendo dj’s fantásticos, entre eles, o Adrian Dalera do México, fazendo a maior festa já vista na capital potiguar!

A festa ocorreu em uma das maiores boates da cidade, na Music-Club, um lugar moderno, a iluminação foi realizada pela maior empresa na área, castelo casado. E mesmo com alguns pequenos problemas, nada foi percebido pelo público.



Eu e a Miss Danny fomos Door e Hostess, nós dois na porta já dava a cara de como seria perfeita a noite (modéstia a parte).



O som ficou por conta do DJ Rogher de Salvador, DJ Alex, DJ Adrian Dalera e para finalizar Dj Neto que encerrou a festa às 6 e 20 da manhã de domingo... O som foi o melhor de todos os tempos, todas as músicas foram de primeiríssima qualidade!

Realmente nasceu uma festa que vai colocar Natal dentro das maiores circuit parties do país!!!

Viva a Twisted, a melhor festa do ano de 2008!




Obrigado a todos que fizeram esta festa acontecer: Alex, Robson, Tarcísio, Wlademyr, Marcelo, Manoel, Lucian, Danny, Negrellos, Adrian.

Se esqueci alguém, desculpa, manda recado que eu adiciono!!!

Carpe Diem

Márcio Dadox

14 de outubro de 2008

Sonhos...


Hoje estava lendo por aí e reli algo que há muito tempo eu precisava, lá estava escrito: um sonho quando sonhado sozinho é apenas um sonho, mas quando sonhado junto vira realidade.

E então tentei sonhar junto, sempre seguindo a verdade, sinceridade, lealdade e fidelidade. Jogando limpo, aberto, até me prejudicando em algumas situações para que este sonho fosse realmente sonhado junto. Aprendendo a perdoar, a segurar lágrimas, convivendo com pequenas, médias e grandes mentiras e tentando refazer um bem nobre, algo que se constrói devagar, com pequenos passos, com o dia-a-dia, com o acordar e com o adormecer. A confiança...

Talvez uma anulação, acho esta palavra um pouco forte, mas acho que minha dedicação excessiva, fez mal não só a mim, mas ao sonho de sonhar junto, de construir junto. Não aprendi a dizer não na hora certa e nem em hora alguma. Como é difícil dizer não e deixei ir seguindo, sem preponderar e chegar num estado tão avançado que agora talvez surja o não, talvez não me faça feliz, mas quem sabe, tranqüilo.

Fiquei o dia pensativo e mais uma vez me prejudiquei, fui mal no trabalho, fiquei desapontado, me senti excluído ao final do dia e me perguntando o porquê de estar passando por tudo isso? Eu, logo eu, que mal fiz?

Sempre dedicado em tudo que faço, mesmo sem ser reconhecido.
Sempre atencioso para que tudo saia correto, mesmo sem receber um elogio
Sempre presente, mesmo sem ser notado.

Qual a razão de tudo isso? Não existe razão! Eu, engenheiro, seguido pelo coração que já não me pertence, mergulhado em um mar de mágoas e ressentimentos.

Cansado, exausto e sonhando sozinho...

É assim que venho me sentindo.

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Primeira vez sem o Carpe Diem

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Deus me guie.

Márcio Dadox

11 de outubro de 2008

Lançando os Dados

Aprendendo a lançar os dados...

Um dia eu aprendo a não criar expectativas
A não ser ansioso
A não mais perder meu tempo esperando
A me valorizar mais


A não ligar para quem não me liga
A não sentir raiva de mim mesmo por fazer TUDO pelos outros e saber que parece um sacrifício alguém fazer algo por você
Um dia aprendo a não pedir nada a ninguém

Aprendo que o homem não tem só a essência ruim e sim, ele é completamente mal e infelizes daqueles (como eu) que pensam que são bons!
Aprendo também a dizer não, pois dizer sim é muito fácil
Aprendo não me preocupar se fiz bem ou mal
Aprendo a não sentir medo

Aprendo a mentir
Aprendo a deixar as pessoas falando sozinhas
Aprendo a não ouvir
Aprendo a não falar
Aprendo a ser seco
Aprendo a não chorar
Aprendo a ignorar
Aprendo a sair de todas as situações sem culpa
Deitar na minha cama, em meu belo travesseiro, sentir o perfume do edredom e dormir e ainda sonhar e sonhar...



E neste dia, neste dia, você conhecerá o meu outro lado e vai desejar me esquecer e nem saber quem eu sou e eu, bem, eu muito menos irei querer saber de você!

Carpe diem

Márcio Dadox
Música de Hoje... Silêncio!

5 de outubro de 2008

E assim eu cresci...

Nossa última foto vó... após o casamento da mamãe...
Deus te guie vó...

Quando nascemos, temos uma família, temos avôs, avós e somos os queridinhos, somos pequenos, perguntamos, apanhamos, aprendemos, brigamos, mas temos todos ao nosso redor...
Com o passar do tempo, começam as inseguranças, a vontade de crescer, os namoros, nos apaixonamos e eventualmente alguém parte deixando saudade.
Então crescemos mais ainda, somos chamados de tios (as), algumas vezes de pai ou mãe e sentimos que algumas pessoas continuam partindo. Temos medo de não conseguir, de não atingir aos nossos objetivos. Mas há uma forma do Cara mostrar como você sabe que envelheceu de forma natural... Quando você olha para seus pais e eles agora são a primeira geração, eles já têm as marcas do tempo em suas faces e a experiência necessária para comandar uma família...
E você? Bem, no processo natural, você já sabe dirigir, já saiu da faculdade, está batalhando alguém para dividir com você uma vida a dois, a três...
Hoje partiu deixando saudade a minha última vó. Ela se foi, ela ainda estava aqui entre nós e eu ainda uma criança grande fiquei meio órfão com sua partida surpresa, mas já esperada e por que não dizer também desejada? Estava pedindo o seu descanso desde o começo da semana e acho que Deus ouviu as minhas preces e também as da minha mãe.
Deus te levou na hora mais que certa. Nós te amamos muito e saiba que reconhecemos a sua luta, a sua gana, sua alegria e suas piadas nunca serão esquecidas, mesmo depois desta fase que nós tivemos com a senhora e que eu sei que para a senhora não foi tão boa. Não queria ter lágimas nos olhos agora e sim um sorriso, mas como você sabe, choro por tudo e minhas lágrimas não são só de tristeza, mas também de alegria.
Ainda lembro, como se fosse hoje, a forma em que nós fomos apresentados, esta forma não foi natural né vó? Eu já tinha 15 anos, já era um pouco tarde, mas obrigado por ter me feito rir muito na minha primeira viagem ao Rio, saiba que vou guardar você na minha mais doce memória. Vai com os anjos vó... Agora percebo que envelheci... Mas pode ter certeza que envelheço feliz por ter tido você aqui mais um pouco comigo. Desculpa a minha ausência em alguns domingos... E obrigado pelos dias que passamos juntos.

Carpe diem

Márcio Bezerra

4 de outubro de 2008

Definitivo

Definitivo, como tudo o que é simples.

Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.

Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.



Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor?

O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido?

A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!!! A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento,perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável. O sofrimento é opcional...

Carlos Drumond de Andrad

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Carpe diem

Márcio Dadox


28 de setembro de 2008

Eu vi, eu Percebi

Não precisava mentir, eu vi, eu percebi...
Suas pernas estavam se cruzando
Você não estava caminhando
Estava, quem sabe, se equilibrando
Agitado
Eufórico
Estranho
Não precisava ninguém me contar, eu vi, eu percebi...
Seu corpo suando
Seu rosto diferente
Seus olhos não enxergavam...

Hoje eu estou triste, muito triste.
Não vou entrar em uma guerra que eu não posso vencer
Como vocês gritaram: para que bala?
Realmente, para que bala?
Ontem foi um aviso
E se me perguntarem sobre o assunto
Eu não irei mentir, eu vi, eu percebi...




Água, levemente salgada
Euforia garantida
E descontrolada,
E eu em mais uma noite perdida de diversão
Ou de tranqüilidade em minha cama.

Essa luta eu não quero
Quero ser feliz, saudavelmente feliz.
Eu e minha leve cerveja
Ótima música, alguém para amar e ser amado
Dançar e curtir.
Mas lembre-se: eu vi, eu percebi!

Que Deus os abençoe!

Carpe diem

DaDoX

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Música de Hoje - O que eu queria ouvir de você...
Por onde andei
Nando Reis - Interpretação Thaeme Mariôto



Desculpe estou um pouco atrasada
Mas espero que ainda dê tempo
De dizer que andei errada e eu entendo

As suas queixas tão justificáveis
E a falta que eu fiz nessa semana
Coisas que pareceriam óbvias até pr'uma criança

Por onde andei enquanto você me procurava?
Será que eu sei
que você é mesmo tudo aquilo que me faltava?

Amor eu sinto a sua falta
E a falta é a morte da esperança
Como um dia que roubaram seu carro
Deixou uma lembrança

Que a vida é mesmo coisa muito frágil
Uma bobagem uma irrelevância
Diante da eternidade do amor de quem se ama


Por onde andei enquanto você me procurava?
E o que eu te dei foi muito pouco ou quase nada?

É o que eu deixei algumas roupas penduradas
Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me
faltava?

Amor eu sinto a sua falta
E a falta é a morte da esperança
Como um dia que roubaram seu carro
Deixou uma lembrança

Que a vida é mesmo coisa muito frágil
Uma bobagem uma irrelevância
Diante da eternidade do amor de quem se ama

Por onde andei enquanto você me procurava?
E o que eu te dei foi muito pouco ou quase nada

É o que eu deixei algumas roupas penduradas
Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me
faltava?

23 de setembro de 2008

Eu sei...

Eu sou único
Sei pedir desculpas
Sei dizer eu te amo
Sei falar somente verdades
Sei acreditar nos outros
Sei fingir que estou acreditando para que os outros se sintam felizes e mais espertos do que eu
Sei perdoar erros imperdoáveis. E como sei!
Sei ser humilde
Sei chorar
Sei sorrir
Sei ouvir
Sei falar
Sei admirar
Sei elogiar
Sei agradecer
Sei pedir por favor
Sei entrar
Sei sair
Sei ser sério
Sei brincar
Sei ser direto
Sei ser prolixo
Mas ainda não sei esperar...
Ser esquecido...
Ser sozinho...
E ser sozinho, é algo que não quero ser.

Carpe Diem
Márcio Dadox

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Música de Hoje...

Insensatez - Fernanda Takai (Nara Leão)

Ah, insensatez que você fez
Coração mais sem cuidado
Fez chorar de dor o seu amor
Um amor tão delicado
Ah, por que você foi fraco assim
Assim, tão desalmado?
Ah, meu coração
Quem nunca amou
Não merece ser amado
Vai, meu coração, ouve a razão
Usa só sinceridade
Quem semeia vento, diz a razão
Colhe sempre tempestade
Vai, meu coração, pede perdão
Perdão apaixonado
Vai, porque quem não pede perdão
Não é nunca perdoado

20 de setembro de 2008

IRONIA


Então acordei com vontade de te ver,
de fazer aquilo que já espero há tanto tempo.
Apenas ter você por perto, olhando pra mim,
passar uma tarde inteira,
quem sabe uma noite...

Ironia...


Almoçar, dormir, acordar, passear...
falar, escutar, rir... jantar
sair, dançar... eu e você.
Desejava isso,
mas...
Ironia.


Não culpe minha carência,
não, ela não é tão carente quanto você pensa.
Ela apenas sente falta do que foi prometido
do que antes foi dado e agora foi retirado
Ironia...


Carpe Diem


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Música de Hoje
Ironia - Thaeme Mariôto

Composição:Beto Paciello / Thaeme


Lá fora a vida vai embora, ninguém
Se importa com o que já passou
Você aqui de volta

Ironia


Me abraça e fica um pouco mais
Seu jeito, sua voz aqui
Me faz pensar
Nunca mais
Te esquecer


As horas passam junto de você; eterno, breve momento
Eu lembro de amores perdidos
Que ficaram no tempo
Lá fora a chuva cai agora, ninguém
Se importa com o que já passou
E você aqui de volta

Ironia

Me abraça e fica um pouco mais
Seu jeito, sua voz aqui
Me faz pensar
Nunca mais
Te esquecer

14 de setembro de 2008

Caminhar Juntos


Na vida passamos por várias etapas e como é bom ter alguém ao seu lado em todas elas, sejam estas etapas para o sucesso ou etapas de momentos difíceis. Como é bom ter alguém durante o começo do projeto, seja ele da sua vida ou apenas do trabalho, durante a mudança de planos ou de lugar, com idéias, com o apoio, com o carinho, com uma palavra amiga...
Depois queremos ter alguém ao nosso lado para a comemoração ou então para o consolo quanto ao pequeno deslize, em que nada não foi tão bem quanto esperávamos que fosse.
É ótimo ter alguém para que se possa dividir os trabalhos futuros, traçar futuro, caminhar juntos, acrescentando um ao outro.

Depois de uma semana ou um mês bem cansativos é bom que estejam juntos para que se tenha uma noite de descanso e paz.


Hoje apenas guardo lembranças.


Carpe diem


Márcio Dadox

___________________________________

Música dos últimos 2 meses (Sozinho - Caê Veloso)

Composição: Peninha

Às vezes, no silêncio da noite
Eu fico imaginando nós dois
Eu fico ali sonhando acordado, juntando
O antes, o agora e o depois
Por que você me deixa tão solto?
Por que você não cola em mim?
Tô me sentindo muito sozinho!
Não sou nem quero ser o seu dono
É que um carinho às vezes cai bem
Eu tenho meus desejos e planos secretos
Só abro pra você mais ninguém
Por que você me esquece e some?
E se eu me interessar por alguém?
E se ela, de repente, me ganha?
Quando a gente gosta
É claro que a gente cuida
Fala que me ama
Só que é da boca pra fora
Ou você me engana
Ou não está madura
Onde está você agora?
Quando a gente gosta
É claro que a gente cuida
Fala que me ama
Só que é da boca pra fora
Ou você me engana
Ou não está madura
Onde está você agora?



15 de julho de 2008

Vou te dar um cérebro

Vou te dar um cérebro de presente,
Mas não sei se no seu aniversário ou no natal.
Para que você possa uma vez conseguir ter discernimento
Para que você possa estudar e aprender
Para que você possa entender e apreender
Também te darei uma pasta de dente
Não só para tirar o seu mau hálito,
Mas para que você engula um pouco
Para limpar o mal que tens por dentro.


Vou te dar um cérebro de presente
Para você entender suas viagens,
Para que você possa conversar sobre atualidades,
Para que você não se limite a personagens
Para que você possa acordar e dizer:
Que bom que hoje eu sou importante para o mundo!
Pois até hoje, só o mundo é, e foi importante para você!
Vou te dar um cérebro de presente
Para que você possa falar baixo
Para que você possa curar suas mentiras
Para que você possa esquecer suas manias
E para que você não seja niilista!
Não no sentido de professar
E sim no sentido de ser reduzido ao absoluto nada!

Carpe diem

Márcio Dadox

OBS: Este texto não é para ninguém, porém inspirado nas pessoas sem cérebro que só fazem volume no mundo. Virem Adubo!

5 de julho de 2008

Ana Carolina

Quando ouvi o cd duplo “dois quartos” pela primeira vez fiquei chocado, a música cantinho, veja o trecho:
“Me levou pr'um cantinho e disse: Morde.
Quando dei por mim, pensei: Que sorte.
Disse tudo bem, tudo é natural.
Olhou bem nos meus olhos, chupou meu pau”;

eu baixei rapidamente o som antes que meus pais escutassem o que eu estava ouvindo, eles já tinham ficado meio perplexos com o “fui eu que bebi, comi, a Madonna”, música que também fiquei envergonhado, pois não tinha dado tempo para eu baixar o volume do cd, pois quando ela gritou estas palavras, eu estava cozinha pegando um copo d’água.
Na verdade consegui o cd antes mesmo de ser lançado através da internet, não sou fã de pirataria, mas baixo porque eu sei que se ela viesse aqui na minha cidade eu iria ao show. Com certeza ela ganha muito mais dinheiro com o show do que com os centavos da indústria “pornofonográfica”.
E é exatamente isso...
EU FUI!




Um dos melhores shows que já assisti, não tem milhões de efeitos, não existe muita produção, não exige muita sofisticação, mas a Ana Carolina vale por tudo isso, ela vale cada centavo pago para vê-la e ouvi-la.
A fila estava quilométrica antes de entrar, o atraso de 2 horas, a espera interminável, o desconforto do centro esportivo, o calor infernal que estava fazendo, a cerveja quente e a pipoca gelada, bom... Pode parecer que foi horrível né? Não, não foi.
Quando Ana Carolina entrou, a emoção tomou conta, a voz dela fluía, mal falou com o público, mas o que importa, ela estava ali para cantar, para ser consagrada. Ela fez o papel de uma estrela, só posso dizer que foi fantástico. Um ESPETÁCULO.
Ela conseguiu arrancar suspiros, aplausos, gritos.
Câmeras inquietas fotografaram, filmaram e ela estava... ela é MAGNÍFICA!
Carpe diem
Márcio Bezerra

25 de junho de 2008

Plano B... (Parte 1)

Meia-Noite...

Uma dor de cabeça vem me acompanhando há dias, estresse resolvido, agora é hora de partir para o plano B. Tentarei a sorte em outro lugar, depois de muita informação acumulada, quero agora dividi-la com o mundo. Há uma parte que quero levar comigo, mas acho que esta parte não está tão empolgada em ir. Vou tentar convencê-la, o lugar dela é ao meu lado...

Se der certo, deixo para trás o meu cordão umbilical e vou enfrentar as dores do mundo, sendo a saudade a maior delas. Nunca pensei que um dia fosse chegar e dizer isso, mas amo muito a minha família, até aqueles que eu pensei que eu fosse indiferente, sinto a falta deles. Quero sempre presente, não tão juntos, mas quero ter a certeza de que estão ali e que um dia eu posso contar e mostrar que eles podem contar comigo.

Vou tentar a sorte em outro lugar, sei que vou voltar em breve, espero poder ajudar a meus pais de todas as formas... E quem sabe um dia trago eles para perto de mim.

Deus ilumine meu caminho e mostre a luz que preciso.

Te amo Pai, Mãe, Mana, Mano e meus sobrinhos maravilhosos...

Carpe diem

Dadox

23 de junho de 2008

Nunca Desista de Seus Sonhos...



Passei um tempo sem escrever nada, pois estava sem tempo para mim. Tempo para ficar introspectivo e escrever algo que pudesse vir de dentro. Aproveitei este tempo para correr atrás de um sonho. E fiz toda a lição de casa, peguei livros na biblioteca e com alguns professores, tirei minhas dúvidas, pesquisei na internet, estudei não só 8h por dia, mas estudei várias e várias horas a perder a conta. Joguei um pouco o doutorado para o lado, acabei um relacionamento que não estava me adicionando muito, reatei outro mais consistente e assim fui em busca de um sonho. Fiz tudo direito, passei entre os primeiros, mas ainda não era o bastante, mas continuei sonhando e na segunda fase, também fiquei entre os primeiros, mas também não foi o bastante, sempre preocupado com aqueles que estavam à minha frente. Mas eis que veio a surpresa, não tinha tido sorte no tema escolhido através de sorteio. Apesar de triste e abatido, não desisti, fui em busca de alguém que pudesse me ajudar e como acreditava muito neste sonho, achei a pessoa correta e ela foi um anjo. Ensinou-me como nunca e eu já me sentia quase preparado para a terceira avaliação.
Em casa, preparei a aula, a apresentação, ensaiei por diversas vezes, nada poderia sair errado, tinha pensado em tudo, como controlar as emoções, como avaliar, pedi ajuda, algumas foram recebidas, outras nem tanto. Mas sabia que estavam lá torcendo por mim e a partir dali eu teria que seguir com minhas próprias pernas. Acordei cedo, comprei lápis coloridos para a lousa branca, fiquei nervoso, mas consegui me controlar, estava lá tudo que eu tinha estudado, ninguém poderia saber mais do que eu. Fiz o meu papel e segui confiante através dos elogios tecidos pela pedagoga que juntamente a outros profissionais me avaliaram. Infelizmente hoje, de uma forma inesperada, não fiquei entre os selecionado e tive o sonho cortado, não pela raiz, todavia uma poda que me deixou marcas. Mas nunca desistirei dos meus sonhos e outros concursos virão, resultados inóspitos como este, sem explicações e inesperados também, mas sei que sou muito bom naquilo que faço e que minha hora vai chegar. Não irei desistir do meu sonho.

Carpe diem

Márcio Bezerra

Palavras de uma amiga através do orkut agora de madrugada...

oi Márcio, td joia? Bom, não te encontrei hoje na UFRN pois se tivesse te visto, teria te falado pessoalmente...bom, quero ser solidária a ti e na realidade te tranquilizar...hoje soube do resultado do concurso, poxa vida...as vezes nem se consegue crer! Meu amigo (acho que posso te chamar assim) creio que na vida, tudo tem sua hora, seu momento...e infelizmente o nosso, por mais que a gente queira o contrário, não é o tempo de Deus! Já passei por isso e sei como é duro se sentir "fracassado". Sabe Márcio, independente do resultado final, acho vc vitorioso...sempre batalhador e responsável e com certeza super competente. Acho que a lição que fica é: onde posso melhorar? Em que não fui tão bom...e ai, partir para os proximos que com certeza virão! Fica aqui meu depoimento de solidariedade, te dizendo força menino...e que venha o proximo!!! Um dia, com certeza seu dia chegará. Um abração.

2 de junho de 2008


As sem razões do amor


Eu te amo porque te amo.

Não precisas ser amante,

e nem sempre sabes sê-lo.

Eu te amo porque te amo.

Amor é estado de graça

e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,

é semeado no vento,

na cachoeira, no elipse.

Amor foge a dicionáriose

a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo

bastante ou demais a mim.

Porque amor não se troca,

não se conjuga nem se ama.

Porque amor é amor a nada,

feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,

e da morte vencedor,

por mais que o matem (e matam)

a cada instante de amor.


Carlos Drummond de Andrade
__________________________
Estou fazendo a minha parte...
Sou guiado pele verdade, sinceridade e lealdade e desta forma tento encontrar a minha felicidade.
Márcio Dadox

6 de maio de 2008

Day and Night


I don't have any words to say what I'm felling... My head is in a whirl, and I ask u: is ur head too?

Have a Nice Day... and Night!

Carpe diem...

Dadox Star*

Panic At The Disco - When The Day Met The Night Panic! At The Disco

When the moon fell in love with the sun
All was golden in the sky
All was golden when the day met the night
When the sun found the moon
She was drinking tea in a garden
Under the green umbrella trees
In the middle of summer
When the moon found the sun
He looked like he was barely hanging on
But her eyes saved his life
In the middle of summer (summer)
In the middle of summer
All was golden in the sky
All was golden when the day met the night
Summer (summer)
All was golden in the sky
All was golden when the day met the night
Summer, summer, summer, summer
All was golden when the day met the night
So he said, "Would it be all right
If we just sat and talked for a little while
If in exchange for your time
I give you this smile?"
So she said, "That's okay
As long as you can make a promise
Not to break my little heart
Or leave me all alone in the summer."
Well he was just hanging around
Then he fell in love
And he didn't know how
But he couldn't get out
Just hanging around
Then he fell in love
In the middle of summer
All was golden in the sky
All was golden when the day met the night
Summer
All was golden in the sky
All was golden when the day met the night
Summer, summer, summer, summer
When the moon fell in love with the sun
All was golden in the sky
All was golden when the day met the night
Summer, summer, summer, summer
In the middle of summer,summer,summer, summer
the middle of summer, summer, summer, summer
the middle of summer, summer, summer, summer
In the middle of..

3 de maio de 2008

Tranqüilidade Infeliz ou Felicidade Intranqüilia?

Eu gostaria de estar depositado em sua tranqüilidade
Talvez você esteja correto,
Eu precisava estar tranqüilo,
Mas mesmo assim saí em busca da felicidade...
Talvez de um sonho, utopia, ilusão, miragem...
É, eu sou sonhador e você sabe disso.
Talvez você não esteja tranqüilo
Talvez eu não esteja feliz,
Sou uma criança grande como já foi dito.

Mas é isso aí...
A vida é feita de escolhas,
Eu “não” tive a chance de fazer a minha,
Quem sabe em sua tranqüilidade intranqüila
Você esteja procurando ser feliz
E quem sabe nesta intranqüilidade
Eu possa estar lá...

Carpe diem

Márcio Dadox

Música de hoje...

(No One - Alicia Keys)

I just want you close
Where you can stay forever

You can be sure
That it will only get better
You and me together
Through the days and nights
I don't worry 'cause
Everything's gonna be alright

People keep talking
They can say what they like
But all I know is
Everything's gonna be alright


No one, no one, no one
Can get in the way of what I'm feeling
No one, no one, no one
Can get in the way of what I feel for you


You, you
Can get in the way of what I feel for you

When the rain is pouring down
And my heart is hurting
You will always be around
Yes, I know, for certain

You and me together
Through the days and nights
I don't worry 'cause
Everything's gonna be alright

People keep talking
They can say what they like
But all I know is
Everything's gonna be alright


No one, no one, no one
Can get in the way of what I'm feeling
No one, no one, no one
Can get in the way of what I feel for you

You, you
Can get in the way of what I feel


I know, some people search the world to find something like what we have
I know, people will try, try to divide something so real
so 'till the end of time
I'm telling you that


No one, no one
Can get in the way of what I'm feeling
No one, no one, no one
Can get in the way of what I feel for you


26 de abril de 2008

A mentira é uma verdade que deixou de acontecer


Não fique triste, não se aborreça

Com tudo que eu vou lhe falar

Sinto demais, porém, agora

Tenho que lhe explicar

Você comigo não combina

Ainda bem que nem tentamos

Não vejo mais razão nenhuma

Para continuar nesta ilusão tamanha.

Não quero e nem penso mais em seu amor

E eu sei que não sou ruim

Apenas achei um outro alguém

Porque você, você não serve pra mim!

Palavras falsas de carinho

Ainda cheguei ouvi você falar

Suas lágrimas derramadas um dia,

Foi o que ainda me fez pensar

Mas pensei mais ainda no tempo que eu estava perdendo

No amor que eu tenho para oferecer

Eu encontrei (e rápido) alguém querendo

O que você não quis receber

Pode ser que alguém apareça e queira te dar um grande amor

Quero muito que você seja feliz

Com um outro alguém porque eu...

Sei que sirvo para você,

Mas você não serve pra mim!
Foto: Encontro Improvável
Letra: Dadox (Adaptado de uma música de RC de 1960)
Carpe diem
Dadox

9 de abril de 2008

Roda Viva

Sofremos mais com as pessoas que amamos do que com aquelas que nos odeiam




Você já parou para pensar nesta frase? Parou pra pensar quantas vezes deixamos de ser feliz, de viver a nossa vida, sem dormir, sem comer, sem trabalhar ou estudar, chateado, às vezes arrogante, às vezes introspectivo, simplesmente por amar alguém?


Como dói amar, mas ao mesmo tempo fico na dúvida se esta dor não é a dor mais prazerosa do mundo. Infelizmente vivemos em um mundo estranho, onde por mais que eu leia, estude e tente acompanhar, não consigo entender a mente de quem nós amamos.

Ah! Como seria bom entender! Como seria bom ser apenas um neurônio e participar de todas as reações e ciclos do sistema nervoso, de preferência que estivesse do lado direito do cérebro para entender todos os conflitos e emoções destas pessoas que nos fazem sofrer pelo prazer de saber de que estamos ali. E algumas depois de nos desprezarem dizem que irão se levantar, como levantar? Nós estávamos lá em cima segurando a corda, estendemos a mão, berramos e até saltamos para que ela pudesse subir!

Em relação as pessoas que nos odeiam, já parou para pensar
quantas são? Hoje eu fiz as contas, acho que não tenho nenhuma, mas se tiver, me perdoe, talvez eu já tenha te amado um dia, porém de tanto amar e depois sofrer, este amor virou ódio, mas hoje tenha certeza, não é nada mais do que indiferença.

Mais será sempre assim; as pessoas que nos odeiam, aquelas que nós deveríamos passar uma imagem real do que somos, que não somos aquele sujeito ruim, perverso ou medíocre para ser tão detestado, estas pessoas nunca saberão como somos, pois sempre a tratamos com indiferença e gastamos toda a nossa energia naquelas que amamos e que nos desprezam; elas sabem muito mais do que nós mesmos sobre o amor que sentimos por ela! A estas, ainda iremos tentar mostrar, querer provar o que já se tornou improvável.


Carpe diem

Dadox



pS: Estou drogado...

31 de março de 2008

Balanço do Mês

E aí? Como foi o seu balanço do mês?
Quantas vezes você sorriu e quantas vezes você chorou?
Quantas pessoas você fez sorrir e quantas você fez chorar?
Quantas vezes você se doou?
Quantas vezes você aceitou e perdoou?
Quantas vezes você gritou em desespero?
Quantas vezes você gritou de alegria?
Quantas vezes você rezou?
Quais foram os seus pensamentos bons? Quantas vezes foram os seus maus pensamentos?
Você foi feliz este mês?

Se não foi, pegue todas as coisas ruins, coloque em uma caixa, passe uma fita, não a jogue fora, apenas guarde em um lugar que você poderá vê-la rapidamente, não as jogue fora porque ela servirá de aprendizado para não cometermos os mesmos erros no próximo mês!
Prepare-se para o próximo mês! Pense positivo e anule a energia negativa daqueles que te fazem sofrer, chorar e te magoar! Cada dia que passa é uma chance para melhorarmos, para evoluirmos. Fique ao lado daqueles que te fazem sorrir e te trazem alegria! E caso alguém esteja triste em um destes dias sem sol, seja o Sol para ele! Brilhe!

Sejamos felizes em todos os dias de nossas vidas! Que venha o mês de abril!!!
Cada dia será melhor que o outro!

Felicidade sempre!

Carpe diem

Márcio Dadox

29 de março de 2008

Eu sou o Sol



Porque tu ainda me amas

Eu compreendi todas as palavras, eu compreendi bem, obrigado
Razoável e novo, é assim por aqui.
Que as coisas não mudaram, mas as flores que trouxestes, estas murcharam
Que o tempo de antes não é mais o tempo de agora
Que se tudo muda constantemente, os amores também passam...
E como passam.


Eu quero que tu saibas
Eu não irei mais procurar teu coração, tu podes levar a outro lugar...
Mesmo se nas tuas danças, outros dancem por horas...
Eu irei ter pena da tua alma no frio das chamas..
Agora eu te desejo sorte, porque sei que tu ainda me amas.


Você precisa trair, enganar, mentir, você é assim.
Mas eu precisava me doar, me entregar, sonhar, eu não sei jogar...
Dizem que hoje os outros como você fazem assim
Mas eu não sou os outros
Eu me apego, eu confio, eu amo.


Eu quero que tu saibas
Eu não irei mais procurar teu coração, tu podes levar a outro lugar...
Mesmo se nas tuas danças, outros dancem por horas..
Eu irei ter pena da tua alma no frio das chamas..
Agora eu te desejo sorte, porque sei tu ainda me amas.


Você agora verá a minha felicidade, cantando louvores.
Verá as minhas bagagens para infinitas viagens.
Trarei as fórmulas mágicas dos Marabutos da África.
E terei pena de você, porque sei que tu ainda me amas.


Eu serei rei para que tu me desejes e saberás que não poderás ter.
Eu serei mais novo, mais alto e sempre melhor do que estes outros que tu queres ter
E saiba que posso roubar os outros que tu queres muito dar prazer, sou melhor que você.
O jogo agora é mais serio!

Sim, diga que era e o que querias
Fui sempre o mais brilhante, mais belo para uns, para outros até ofuscante...
Eu me transformei em ouro...
E terei pena de você, porque sei que tu ainda me amas.
Agora eu te desejo sorte, porque sei que tu ainda me amas.

Carpe diem
Dadox

28 de março de 2008

Anjo

Anjo

Composição: Leonardo Reis e Saulo Fernandes

Acredita em anjo
Pois é, sou o seu
Soube que anda triste
Que sente falta de alguém
Que não quer amar ninguém
Por isso estou aqui
Vim cuidar de você
Te proteger, te fazer sorrir
Te entender, te ouvir
E quando tiver cansado
Cantar pra você dormir
Te colocar sobre as minhas asas
Te apresentar as estrelas do meu céu
Passar em Saturno e roubar o seu mais lindo anel
Vou secar qualquer lágrima
Que ousar cair
Vou desviar todo mal do seu pensamento
Vou estar contigo a todo momento
Sem que você me veja
Vou fazer tudo que você deseja
Mas, de repente você me beija
O coração disparaE a consciência sente dor
E eu descubro que além de anjo
Eu posso ser seu amor.

27 de março de 2008

OBSESSION!

Felicidade, Alegria e Amizade.


Sem explicação para dizer o que senti nesta festa!


Conheci a passagem da janela que irei atravessar depois que a minha porta foi trancada...
Desta janela eu tenho uma melhor visão!!! Desta janela eu vejo o futuro!


Carpe diem


Márcio Dadox

18 de março de 2008

Lutar


Acho que esta figura fala um pouco do meu afastamento durante estes dias... mas agora vai vir a parte feliz... Lembro de uma amiga que disse: quando Deus te fecha uma porta, Ele abre uma janela imensa! Preste atenção nos sinais!!!

Carpe diem

11 de março de 2008

Mágoas


Ando sem tempo para escrever ou pensar em algo, na verdade sempre penso em algo e que através de um custo penoso, às vezes eu paro de pensar... O que não ocorre neste momento.

"Vinha trazendo no coração uma mágoa antiga que só fazia doer. Não sabia o que fazer com ela. E como apertava... E como doía... Ficava ela ali no canto esquerdo, bem quieta. Dava os ares de sua graça nas horas mais impensáveis. E como manchava... E como mexia... Pulava no peito como bola desgovernada que desce a ladeira sem olhar para os lados. Queria esquecê-la. Queria traí-la. Trancá-la lá fora sem pena da chuva. Deixando-a molhar como pano de porta, que sem borda aos poucos se encharca. Queria poder juntá-la com as mãos e com desespero de marujo perdido, arrancá-la para fora do barco. Deixá-la à deriva em companhia das ondas. (...) Prosseguiria vivendo a procura do irreal e do permitido. E seria feliz se não fosse a falta que se alojaria no peito clamando pela mágoa uma vez perdida, a reclamar junto com a lua sua ausência."

Alice Venturi
Carpe diem

10 de março de 2008

29


Obrigado a todos!!!


Vinte e Nove

Perdi vinte em vinte e nove amizades
Por conta de uma pedra em minhas mãos
Me embriaguei morrendo vinte e nove vezes
Estou aprendendo a viver sem você
(Já que você não me quer mais.)


Passei vinte e nove meses num navio
E vinte e nove dias na prisão
E aos vinte e nove com o retorno de Saturno
Decidi começar a viver.
Quando você deixou de me amar
Aprendi a perdoar
E a pedir perdão.


E vinte e nove anjos me saudaram
E tive vinte e nove amigos outra vez.

Carpe diem

6 de março de 2008

Sonhos?







Por que raios insisto em sonhar com você? Por que não sai da minha cabeça? Por que isso acontece comigo? Preciso urgente ir embora. Deixar tudo e recomeçar assim como a minha nova e velha idade que se aproxima. Não vou entrar em crise por causa dela, estou pensando em até publicá-la, não agora, ainda não me sinto preparado para começar a contar os dias que vão faltar para eu sair do “inte” e chegar nos “inta”. Todo mundo sabe que isto sempre foi problema para mim, mas acho que ta na hora de crescer, não só em idade, mas em maturidade.
Preciso, necessito e tenho que acreditar na frase “não era pra ser”. Por favor meu Deus, me tira desta encruzilhada da insônia e destes sonhos que não quero mais ter. Não fiz nada por merecer isso, não nesta vida e não que eu saiba! Por favor meu Deus, me dê uma noite sem sonhos!
Carpe diem

5 de março de 2008

Saudade III



Saudade, grita uma voz rouca em meu cérebro!


Saudade... Você ainda vai morrer disso...

_____


Saudade

Diga logo o que te trouxe aqui
Fala, que eu tô louco pra saber
O que fez você mudar tão de repente?
O que te fez pensar na gente?


Por que voltou aqui?
Fala que você não me esqueceu
Que a solidão não doeu só em mim
O que fez você mudar seu pensamento
O que tocou seu sentimento?
Por que voltou aqui?

Eu não posso acreditar nessa mudança
Onde a fera vira santa
E quer voltar pra mim

Será que foi saudade
Que te machucou por dentro
Que te fez por um momento
Entender de solidão?

Será que foi saudade
Que te fez quebrar a cara?
Sou doença que não sara
Dentro do seu coração

Carpe diem

4 de março de 2008

Medo


A noite quente cai; tão quente que deixa a cama molhada com o meu suor, sem sono, a noite parece não ter fim, pensamentos voam a velocidade da luz para lugar nenhum, a busca de novas soluções e resultados para problemas ainda incompletos que não me deixam fechar os olhos. Resolvo deitar no meio da cama, do lado direito assola as dúvidas, ao lado esquerdo a solidão de não ter alguém com quem conversar ou apenas sentir a presença. Mais um copo d’água e rezo, pensamentos positivos são o que ainda me movem pela noite, mas o medo parece estar ganhando esta batalha. Ouço músicas, na verdade uma mesma música por várias vezes, a melodia entranha em meu cérebro que não consigo tirá-la depois, passo a ouvir outras, a mesma música ainda martela e eu não consigo mais esquecê-la, de prazerosa, passa a ser dor. Seja mal-vinda dor de cabeça, já sabia que chegarias. Tomo mais um copo d’água e corro a caixa de remédios, não há mais nenhum dentro da caixa, os 20 fora tomados em tempo recorde. E agora? O que fazer? Manhã chega, peço a Deus uma luz, tenho um dia todo pela frente e não posso esmaecer, eles precisam de mim, manda-me logo esta luz, estou a aguardar por ela... Ah! Manda sorte também, estou precisando mais do que nunca!

Carpe diem!

3 de março de 2008

Saudades II


Pimentas - Saudade

Quando bate a saudade
Eu pego as cartas eu leio,eu releio
Aspiro bem fundo o perfume,o seu cheiro
Na fotografia que você me deu
E eu...

Quando bate a vontade
Eu fecho os meus olhos, me vem o teu rosto
Teu sorriso meigo, a tua voz, o teu gosto
Ah como eu queria poder te abraçar
Te tocar...

Você inspira poesia
Na hora do almoço, de noite ou de dia
Na fila do banco, no banco da praça
Esqueço do tempo nem noto quem passa
E o tempo não passa
Olhando pra lua na beira do lago
Não vejo a hora de estar do teu lado
Deitar no teu colo, poder te acariciar
E o tempo não...
passa...

____________________________________________
Sem inspiração para escrever
Sem sono...
Sem você...
Sem nada...

Carpe diem

Márcio Dadox

1 de março de 2008

Sentimento: Saudade

(Miguel Falabela e adaptado por Márcio Dadox)

Devemos ter feito algo de muito grave, para sentirmos tanta saudade...
Trancar o dedo na porta do carro dói. Cortar o dedo na lâmina ao fazer uma salada dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapão no pescoço, um empurrão, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa e às vezes até com vontade para mudar a dor de lugar, dói morder a língua, os lábios, dói cólica, dentes molares nascerem e pedra no rim. Mas o que mais dói é a saudade. Saudade de um irmão que mora longe, saudade de uma cachoeira da infância, saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais, saudade da avó que foi embora, do amigo imaginário (...) saudade de uma cidade, saudade de uma música marcante, saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa. Doem estas saudades todas. Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos, do riso, do jeito de falar seu nome prolongando a última letra, dos vícios como "na verdade", de gaguejar ao ficar nervoso, do toque diferenciado no celular, do apelido carinhoso... Saudade da presença, e até da ausência consentida, muitas vezes sem querer consentir, mas saber que é necessária.


Ele podia ficar no quarto e você na sala de jantar, conversando com a sua vó, ou brincando com os cachorros, sem se verem, mas sabiam-se lá. Ele podia ir para o trabalho e você pra faculdade, mas sabiam-se onde.
Vocês podiam ficar o dia sem se verem, mas sabiam-se amanhã ou mais tarde iriam se falar ao telefone e ficaria tudo bem. Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ou ainda quando o encanto acaba... Ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter. Saudade é basicamente não saber. Não saber mais se ele continua roncando à noite e tendo pequenos sustos ao cochilar e até mesmo quando consegue dormir, se ainda come sucrilhos, geléias, fandangos de milho, entre tantas coisas antes de dormir. Não saber se ele continua a fazer a barba com uma lâmina cega, por esquecer de comprá-la. Não saber se ele ainda usa aquela camisa apertada, ou se vai usar aquela camisa que comprou e nunca usou ou se você ainda prefere a calça cheia de bolsos e até um tênis que desejou comprar, mas pela opinião dela não comprou. Não saber se você foi à consulta com o otorrino por ter entrado em crise, ou se pegou pontos na perna ao cair, apesar de querer que ele saiba primeiro que todo mundo. Não saber se ele tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupado e vivendo de shakes mirabolantes, se você tem assistido às aulas de inglês, se tem ido à academia... se aprendeu a usar o emule..., se ele aprendeu a tirar o pé de embreagem.
Se ele continua preferindo bacardi lemon, se você continua detestando Mcdonalds, se continua amando, se você continua a chorar até nas comédias. Saudade é não saber mesmo! Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso... É não querer saber se ele está mais magro, se está mais forte. Saudade é nunca mais saber de quem se ama, não querer olhar o orkut, e ainda assim doer.
Saudade é isso que eu estive sentido enquanto escrevia e o que você provavelmente estará sentindo depois que acabar de ler.
Carpe diem
Dadox

27 de fevereiro de 2008

O Diálogo dos Sapos

Texto modificado... 01/02/09
Uoba... Uoba... Uoba... Uoba..
Uoba... Uoba... Uoba... Uoba...

25 de fevereiro de 2008

O Início...




Como começar a escrever um Blog se você não tem experiência alguma e acha que tudo que escrever será lido apenas por você mesmo? Então vamos falar do título, o que leva uma pessoa a tatuar Carpe diem nas costas sabendo que é utopia o seu significado?

Então fiz uma pesquisa quando ainda estava meio tonto pela cerveja bebida em uma madrugada de quarta-feira; e, em um site de um homem que parecia importante, pelo menos pelo formato do site e pela roupa que ele vestia na fotografia, encontrei a seguinte explicação: Carpe Diem” quer dizer “colha o dia”. Colha o dia como se fosse um fruto maduro que amanhã estará podre. A vida não pode ser economizada para amanhã. Acontece sempre no presente.

Sempre me preocupei com o amanhã, sempre quis muito um amor para a vida toda (ainda desejo isso), mas não quero rotina, quero amar todos os dias, horas e minutos como se fossem os últimos. Quero viver intensamente cada segundo. Quero trabalhar e saber que evoluí mesmo que seja apenas 0,01% na escala do trabalho e na escala da vida, só espero não morrer quando chegar aos 100%.

Voltando a tattoo, sempre quis fazer uma tatuagem, mas sempre me senti tolhido não só pelos meus pensamentos como também das pessoas que me amam ou me amavam e eram contra, diziam que não era legal, cheguei a ouvir de um grande amigo o seguinte questionamento: por que você simplesmente imprime o desenho e cola na capa do caderno ou da sua agenda? Você irá ficar vendo todos os dias! Um absurdo! Foi o meu pesamento naquela hora, mas depois entendi o seu ponto de vista e que não vale comentar aqui para encher mais ainda este espaço.

Carpe diem para mim tem um significado mágico, ele me faz lembrar que tudo que eu venha a fazer seja intenso, seja forte, seja único. Cada dia que eu abrir o olho devo fazer cada segundo da minha vida com mais prazer, nada de ficar de mau-humor ao acordar, para que ficar assim? Mas graças a Deus, eu nunca acordo de mau-humor, mesmo que eu durma muito pouco, estou sempre bem humorado e a primeira coisa que faço é sorrir, ligar o computador, colocar uma música e ir direto ao banheiro, às vezes fico rolando na cama, era muito melhor acordar alguém com um beijo ou ser acordado, mas como eu falei já ali em cima, UTOPIA! Vamos tentar viver sozinho... E viver cada minuto (mas ainda queria estar acompanhado)!

Semana vai e semana vem e vai chegando mais um dia, e com saudades que ainda batem no peito, depois que passei a ser assim, a saudade parece bater mais forte, pois ao viver intensamente, fazemos coisas estranhas, coisas que não tínhamos coragem de fazê-las antes, mas ao passar algumas horas você já sente saudades e fica se perguntando o porquê de não ter feito isso antes. Este final de semana foi um deles, foi muito bom, quase perfeito. Porém antes de chegar ao fim do dia eu já estava com saudades. Sabe a saudade do mês que vem? Uma saudade parecida, difícil de explicar, aquela saudade que realmente deixa a vontade de querer mais e mais, mas enfim, é isso...

Carpe diem!

Márcio Bezerra