Que se volte a luz!

Desatinos, Descompassos e Devaneios

10 de fevereiro de 2011

Confissões: O Hipopótamo Cor de Rosa do Quênia!

Confissões 1º Capítulo: O hipopótamo cor de rosa do Quênia!

Estas confissões não vão seguir ordem cronológica e haverá um pouco de distúrbio mental durante os dramas episódios contados...

Estou cursando o quinto ano de doutorado... Eu sei, doutorado são 4 anos, mas tranquei um para morar em outra cidade, fui aprovado em concurso público e não deu para continuar, mas estou tentando voltar, estou me esforçando ao máximo. Já até acordo cedo em dias da semana em plenas férias para ir até a UFRN enfrentar um hipopótamo cor de rosa todos os dias. Não! Não pense que meu doutorado é espaçoso e cor de rosa, ele é no máximo roxo ou era para ser.

Não tenho nada contra os hipopótamos, acho até eles bonitinhos, sério, veja a foto abaixo, como são meigos... Mas tente trabalhar em um ambiente com um hipopótamo, ele come demais, espirra água, defeca em tudo que é lugar. Para não sentir o cheiro de suas merdas fico o tempo todo de iPod no ouvido em volume máximo (É isso mesmo que você acabou de ler). Mudo de sala constantemente para não ter que cruzar com a falta de espaço e, no meio da fome que às vezes me cerca, corro para outros laboratórios para que meu cérebro não sinta tanta falta de açúcar. Meus neurônios estão prestes a cometer um suicídio coletivo!


A escola de samba na qual estou trabalhando, a Acadêmicos do Morro Abaixo (AMA) localizado no departamento de Engenharia Química, está passando por uma reforma política que até Mubarak já teria pedido clemência a Zeus para que desse um jeito e levasse o hipopótamo que aprendeu a falar e agir como se fosse gente! Ah hipopótamo espaçoso!

E como é espaçoso, toma a atenção dos domadores mais fracos, envolve todos numa fumaça de esterco exalado pela boca em todo momento que fala. Pobre mentalmente, o hipopótamo tenta ganhar aos berros o seu local para trabalhar e seus gritos ultrapassam a barreira do som. 

Sem cérebro, ele tenta derrubar todos que estão em e na sua frente, agindo com o que há de mais medíocre, talvez essa mediocridade esteja nas entranhas de suas “dobrinhas”, má fé e incompetência soltas através de uma língua que corre feito um chicote, iludindo até os domadores mais experientes. 

Como não tem nenhuma beleza, sonha em se fantasiar de miss de qualquer coisa (Miss socorre, Miss segura, Miss sacaneia). Quem sabe o hipopótamo consiga até ser rainha de bateria da AMA ao lado do elefante ou de um rinoceronte!

Amanhã será um dia que vou engolir mais alguns sapos gordos, já estou cultivando a minha vaga no céu, trabalhando a minha “sapiência” ou “hipopiência” se é que me entendem!

Carpe diem
Que Deus me ajude nesta batalha de 2011

Márcio Dadox

PS: Coloquei do Quênia porque lá os hipopótamos são raros, já na UFRN...

17 de janeiro de 2011

30 ou mais...

Se fazer 30 anos é difícil, imaginem passar deles.

Ontem acordei estranho, me sentindo cansado e gordo, afinal cheguei aos 80Kg e dessa vez não sou apenas massa magra. Minha mãe, sempre super carinhosa e além de tudo megamente sincera, diz que eu não estou só gordo, estou velho também! Foi aí que a ficha caiu. Olhando para o espelho ao acordar, reparo alguns cabelos brancos e saio arrancando um a um, minha irmã passa e solta uma frase venenosa e por que também não dizer maquiavélica? Se você tiver que arrancar todos os cabelos brancos tenha cuidado para não ficar careca! Desesperado, ligo para um amigo distante e que também já está na faixa dos 30, pergunto se ele já tem cabelos brancos e corroborando com a minha irmã, ele resmunga: queria eu ter pelo menos cabelo... Triste fim!

Resolvo assistir a um seriado antigo, gravado há vários anos e no episódio que parei, o ator principal vai fazer 30 anos e todos os amigos vão até a casa dele para preparar uma surpresa e ele sai logo com a pergunta  “Quem morreu?!” Os amigos, bem- humorados dizem, ninguém, talvez você que acaba de fazer 30 anos... Nesta hora meus olhos enchem de rugas, quer dizer, lágrimas... Desisto do seriado.

No banheiro, reparo que os cremes ganham cada vez mais espaços e acho que não estão dando muito certo, afinal se dessem certos, pelos anos que passo, acho que as pontas dos meus dedos não teriam mais impressões digitais.

Mas o pior não é fazer 30 anos, é sair dele, é pensar que daqui a pouco estarei chegando aos 40, todos apontando para você solteiro, sem filhos... Tadinho... Coitado... Se F*&¨%$#$! E agora, onde passo sou “o tio” da galera! Legal né?! Não mesmo! Vai por mim!

Assim como as prateleiras do banheiro ganharam os cremes, outro espaço deve ser criado após os 30. Para quê? Adivinha! Já explico, em cima da geladeira coloquei uma cestinha linda, de vime, vários remédios habitam aquela cestinha e que todos os dias (quando eu lembro) tomo alguns e não são poucos, tem o da pressão, da triglicérie e acho que deveria tomar algum suplemento vitamínico e outro pra memória, pois ando bem esquecido das coisas (como a senha para atualizar o blog por exemplo) e tá batendo o cansaço. Sabe aquele ditado, lugar de velho é fundo de rede? Pois é, agora adoro dormir! Ah! E ainda tenho que seguir as ordens médicas: exercícios todos os dias e cuidado com a alimentação viu tio?


Quando eu olhei a data do meu aniversário neste ano de 2011 não tinha data melhor para comemorar a passagem dos meus 30 a caminho dos 40, será uma quarta-feira de cinzas, nada mais propício não é?!

Carpe diem

Márcio Bezerra

25 de dezembro de 2010

2011, um ano de Esperança!


O ano de 2010 está acabando e é hora de fazer as minhas reflexões. Confesso que foi um ano bastante complicado para muitos dos meus parentes. A saúde abalou alguns integrantes e foi preciso muita fé e muitas orações para que pudéssemos enfrentar todos juntos. Família reunida, problema sanado e ficamos frágeis, porém bem mais forte no que se diz respeito a união e sentir a presença de Deus.


Foi um ano em que consegui minha transferência de trabalho para outra cidade, mas desisti e em alguns momentos me arrependi por não ter ido, porém agradeci ao fim de tudo, pois consegui aprovar um projeto no valor de mais R$1 milhão para uma cidade bastante carente explicando a razão de eu estar ali sentindo saudade da família e dos amigos. O reconhecimento no trabalho foi um caos, não me senti feliz no que estava fazendo e pensei em desistir, mas duas pessoas mais experientes do que eu estavam ao meu lado, elas sabem o que fazem e também os meus alunos, aqueles que eu aprendi a tratar cada um como filho. A equipe de trabalho mudou muito e apesar de ter diminuído o egocentrismo de alguns, aumentou a intolerância, a falta de respeito e o que eu nunca tinha passado antes, comecei a sentir na pele o peso do preconceito. Vi professores vazios preocupados em disseminar a fofoca, a mentira e a difamação ao contrário de tentar ajudar, perguntar se estava havendo algum problema pessoal e se eu precisava de ajuda. O pior era que eu precisava...

Descobri que no ninho de cobras (não todos, deixo claro), é fácil beliscar azulejo (expressão solta dentro da sala dos servidores) e que a união só sai se houver dinheiro envolvido, uma pena para estes que estão ali e que poderiam fazer mudar uma região. Falando em dinheiro, este ano foi um ano complicado, um ano em que eu comecei a realmente ter a certeza de que morar sozinho não é fácil, um ano em que precisava solidificar e que o dinheiro chegava ao mesmo tempo saía, um ano quase todo no vermelho.
Foi um ano em que eu percebi que minha amizade após um relacionamento longo não ultrapassava mais que mil reais. Percebi que não se pode ser amigo depois de tantos erros, mesmo que os erros não sejam seus. Aprendi que o perdão não é tão fácil e que a cicatriz abre quando a lembrança vem a mente. Então se o coração está marcado e ainda há mágoas, o perdão não foi dado...

Foi um ano em que o relacionamento foi complicado, com muitos altos e baixos. Termino o balanço com mais baixos do que altos (infelizmente), mas que os poucos momentos bons foram tão intensos que fizeram apagar muitos dos dias tristes, todavia ainda é preciso rever uns conceitos para 2011 para que ou se tenha mais altos ou que um novo caminho seja traçado, que a felicidade se instale e que todos fiquem bem.

Um ano em que perdi o prumo, a paciência, a insensatez. Um ano em que me estressei quase todos os dias, um ano em que envelheci a olhos vistos, mais do que em todos os dias da minha vida. Um ano em que deixei a minha paz esquecida como mencionei diversas vezes a vários. Irei esquecer este ano de 2010, um ano triste e assim renovo com bastante esperança o ano de 2011. Promessas estão sendo construídas e espero poder cumpri-las. Feliz Ano Novo para todos e que Deus no ajude a construir um mundo melhor.

Carpe diem
 
Márcio Bezerra
 
PS: Ah! Feliz Natal!!!